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(RE)PENSA HUMANIDADE

EQUAHÉ PORÁ ! Bem vindxs ! 

O projeto (RE)Pensa Humanidade tem como objetivo principal se consolidar enquanto arquivo e editorial, em formato virtual, dedicados à visibilidade, à catalogação e à facilitação do uso de referências e produções Originárias, no sentido de transcender as chamadas “temáticas indígenas”, demonstrando que essas autorias não estão limitadas a uma questão ou tema específico, mas apresentam uma potente interpretação da organização historiográfica sociopolítica. A perspectiva é a de, no campo epistêmico, almejar a construção da Humanidade em confluência com o desenvolvimento universalizado, refletindo sobre a desorganização e os excessos traçados pelo sentimentalismo do antropoceno e o progresso do capitalismo desalinhado com a convivialidade entre a modernidade, a natureza e o capital.

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UM POUCO SOBRE O PROJETO

#DESCOLONIZAR
#AMPLIARMENTALIDADES
#MUDARPRÁTICAS
#VISIBIZARONOSSO

Resultados do trabalho desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Nossos estudos dialogam com as elaborações coletivas de conteúdos múltiplos de transmissão de conhecimento que podem ser compreendidos e tomados como material didático-pedagógico e subsídio a debates e produções científicas, além de, também, divulgar obras audiovisuais e literárias de autoria, produção e participação dos povos originários no Brasil. Chamamos atenção para a afirmação de novas abordagens sobre narrativas historiográficas que envolvem as chamadas <<Histórias Indígenas>> em cumprimento da descolonização das práticas, interpretações, narrativas e agências históricas, o que viabiliza e potencializa a auto-inscrição da existência e da resistência de corpos <<indígenas>> destinados, até hoje, ao epistemicídio e ao genocídio. Partimos do olhar e das referências próprias desses <<povos>> para produzirmos outras formas de abordagens para visualizar a História Oficial e o Ensino de História na educação brasileira, indo na contramão de narrativas fundadas em contínuos exotismos, estereótipos pejorativos e na subalternização dos corpos e das etnias que silencia a pluralidade e a transtemporalidade das <<humanidades>>. Aqui serão expostas possibilidades teórico-práticas efetivas à descolonização dos ofícios intelectual, científico e do ser íntimo/social, apoiadas no deslocamento e no rompimento com os referenciais colonialistas que, de forma transtemporal, vêm apagando e subalternizado potencialidades e pertencimentos Originários em nossos modos técnicos e sociais, impedindo uma melhor convivialidade. Este modo de visualizar a epistemologia se faz possível quando nos permitimos contrariar externalidades, aliando-se nossa mentalidade à produções e interpretações condizentes com a realidade local que se constitui em transversalidade e pluralidade. O reconhecimento que se faz urgente quando, em propósito, buscamos a continuidade da Humanidade que, neste tempo presente, se encontra em imersão de disputas e intolerâncias com propósito de roubar otimismos, mas seguimos em busca de reconstruir estruturas, linguagens e percepções históricas como agentes próprios de suas inscrições no mundo. Nos prontificamos a tecer epistemologias mais afetivas à nossa realidade, distanciando-se de tutelas externas que, em equívocos, formularam e impuseram historicidade de hierarquização limitada às comparações hegemônicas ao forjar relações de poder e autenticidades.

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PESQUISA&SABERES

#DIVULGAÇÃOCIENTÍFICA 
#EPISTEMOLOGIASPLURAIS
#PENSAMENTODECOLONIAL
#CIÊNCIAÉPERTENCIMENTO

Esta sessão é dedicada aos conte´údos produzidos no Setor Acadêmico e procura ocupar um espaço que é negado dentro da intelectualidade. Tem sido recorrente o ato de negar a existência e a presença de intelectuais indígenas e pessoas pesquisadores que colaboram com o saber científico e a construção epistemológica nesse ambiente. Mesmo que seja um dado evidente, as produções que giram em torno de todos os âmbitos das ciências, geralmente não são cotadas como referências principais, sendo que a partir delas se desenvolvem discussões onde seus estudos figuram, invariavelmente, um caráter complementar às brechas dentro das Histórias Oficiais.

Historicamente, diversas contribuições epistêmicas indígenas e cosmovisões não assimiladas pela academia foram invisibilizadas e silenciadas no fazer científico branco, judaíco-cristão, eurocêntrico e capitalista. É nesse sentido que o Setor Acadêmico procura desenvolver textos científicos agregando intelectuais e pensadores indígenas como referências principais, invertendo a complementaridade com autores não indígenas rumo a outra concepção da produção científica. Sua formulação acerca da produção acadêmica visa, em sua prática e teoria, a descolonização das pesquisas ao identificar, valorizar e agregar conhecimentos que já circulam fora dos limites acadêmicos.

Esta arrogância da hegemonia, colonialismo, eurocentrismo implica ou resulta na imposição de não-lugar a este outros. Levou a acreditar na inferiorização, na obscuridade, ofuscando o pertencimento à nossa ancestralidade, origem, memórias. Ao mesmo tempo que construiu um desejo ilusório a querer fazer parte de um centro, onde não há nada que substitua o lugar eurocêntrico e hegemônico que aliena majoritariamente lugares e símbolos de “ideal social”

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KRAUMA&LITERATURA

#EXPERIÊNCIAS
#IMAGINÁRIOS
#NARRATIVAS
#AUTORIAORIGINÁRIA

A ideia desse Setor é a de incorporar a Literatura Originária, apresentando novas abordagens pedagógicas no sentido de facilitar o uso dos textos e obras literárias nas mais diversas posições do conhecimento, desde uma pesquisa acadêmica, ao Ensino de Literatura, de História e de Sociologia, em geral. A ideia é evidenciar pertencimentos sociais a partir das chamadas “escrevivências” (EVARISTO, 2020, p. 26-46), que é a forma de fazer textos literários em que os personagens são os próprios escritores de suas experiências, com base na realidade social contemporânea vivenciada. O conceito tende a mostrar que obras literárias elas não estão só condicionadas ao imaginário de como é a vivência de algumas pessoas.
Ressaltando a necessidade de referenciar e pensar a literatura, para além da sua convencionalidade, é importante reafirmar outros olhares a métodos que envolve a proposta anteriormente apresentada vai de encontro ao pensamento diante da erudição e lugares marcados aos clássicos literários, onde muitas vezes acreditava-se ser possível apenas pra grandes letrados que supostamente apresentavam as realidades brasileiras diante um imaginário forjado, completamente distante da realidade social e individual, com a pretensão de ainda influenciar o pertencimento e levante da uma unidade a identidade nacional, mas que não passa perto de simbolizar a diversidade de seres e da historicidade de comunitária, por isto é preciso vezes minimizar a potencialidade de escritos entendendo melhor o seu lugar bem marcado nas palavras do importante escritor de Daniel Munduruku, que faz lembrar sobre a fragilidade de apegos técnicos:
A escrita é uma técnica. É preciso dominar essa técnica com perfeição para poder utilizá-la a favor da gente indígena. Técnica não é negação do que se é. Ao contrário, é afirmação de competência. É demonstração de capacidade de transformar a memória em identidade, pois ela reafirma o ser na medida em que precisa adentrar no universo mítico para dar-se a conhecer ao outro. O papel da literatura indígena é, portanto, ser portadora da boa notícia do (re)encontro. Ela não destrói a memória na medida em que a reforça e acrescenta ao repertório tradicional outros acontecimentos e fatos que atualizam o pensar ancestral.” [...] Pensar a literatura indígena é pensar no movimento da memória para apreender as possibilidades de mover-se num tempo que a nega e que nega os povos que a afirmam. A escrita indígena é a afirmação da oralidade. (MUNDURUKU, 2018, p.83-85)

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PODCAST

#ESCUTAORIGINÁRIA
#INTERPRETAÇÕESPLURAIS
#TRANSCULTURALIDADE
#OUTROSMUNDOSPOSSÍVEIS

A maior parte da comunicação em grandes mídias ainda atende à demanda colonial, que ignora e silencia as variadas formas de conceber mundos e coletivos, perpetuando-se um padrão universalizante, que se impõe como superior às outras possibilidades cíclicas de experiências e formas de permanência neste mundo. Surge, daí, a escolha da ferramenta Podcast, respondendo à urgência de elaborar um canal de comunicação que reúne e identifica estes outros modos de estar no mundo, a fim de possibilitar que um público amplo tenha acesso às múltiplas existências coletivas e individuais.
Unimos, assim, a intenção de dinamizar o conteúdo e democratizar as transmissões de conhecimento e narrativas adquiridas através das trocas orais, reforçando a prática e o uso da oralitura como escolha metodológica para uma construção epistemológica que, além de ser versátil e possuir uma alta dinâmica à acessibilidade, é extensível a um público amplo que se interessa por determinados temas. Nesses termos, elaboramos formações continuadas para alunos das amplas áreas de ensino, contendo as práticas da Oralidade e o incentivo à escuta como expressões naturais do saber, o que aprimora outras sensorialidades e percepções que não sejam os da visão e da palavra escrita, formato hierarquizante do saber-aprender por meio do letramento escrito. A respeito dos modos de construção e incorporação do saber sob a perspectiva do povo Yanomami, cabe aqui a fala de Davi Kopenawa (2015, p. 458): “aprendemos a pensar direito com os xapiri6, é esse o nosso modo de estudar e, assim, não precisamos de peles de papel”.
O podcast cumpre o papel de pluralizar os espaços de falas e de memórias, já que essas se tornam vivas e presentes quando se amplia o movimento de trazer pessoas e coletivos Originários para conversarem e produzirem conhecimento, por meio do trânsito de ideias e mentalidades, facilitado pelo registro e arquivamento da expressão oral em arquivo parte da “Web”. Tal registro irá se transtemporalizar e, novamente, impulsionar a democratização e a retomada de momentos de escuta dos debates que se perdem em meio ao tempo prospectivo a que estamos comumente condicionados.
Em meio a este fator, acreditamos que as plataformas de áudio conectam as pessoas de uma forma mais dinâmica a uma perspectiva de conhecimento pautada em pedagogias afetivas, que trazem a dedicação integral e única da escuta, momento em que se tem certeza da autenticidade do pensamento, da expressão presente na fala que transcende o letramento escrito a partir de uma experiência que gera maior proximidade entre o interlocutor, o mediador e o ouvinte, conferindo-lhes maior fluidez da partilha dos saberes.

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EDUCAÇÃO

#UNIDADESDIDÁTICAS
#MANUALDOPROFESSOR
#PEDAGOGIADECOLONIAL
#VALORIZAÇÃODONOSSO

O Setor Educação referencia indígenas dentro de qualquer âmbito formativo, consistindo em afirmar a possibilidade de recorrer e utilizar as obras dos povos originários em diversos campos do saber. Nesse sentido, a criação desse núcleo parte da compreensão de que os docentes devem ter acesso aos debates e conhecimentos discutidos no projeto (RE)Pensa Humanidade para o cumprimento da Lei 11.645/08 pensando na Educação Básica. Portanto, esse Setor se mobiliza na tentativa de apoiar docentes e estudantes no desenvolvimento de assuntos relacionados aos povos originários brasileiros por meio do acesso aos referenciais indígenas. Dessa forma, buscamos estabelecer uma comunicação mais ampla, distante do racismo, da história única e dos estereótipos que impedem a descolonização da memória e do imaginário em torno dos agentes históricos e sociais.
Abarcamos, nesse movimento, a compreensão das legislações nos campos da Educação e referentes aos povos indígenas, presentes no Manual Manual para defender os direitos do povos indígenas(ONU) e no estudo pedagógico e estratégico da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), para formular conteúdos que vão além do Ensino de História dirigido à Educação Infantil. O Setor Educação impulsionou estudantes a buscarem, com mais autonomia, o preenchimento do abismo teórico existente nos cursos de formação, responsáveis por transmitir estes conhecimentos e debates aos educandos da Educação Básica e aos demais estudantes, sobre o encontro do protagonismo e existência de povos Originários, enfrentando-se os limites decorrentes da pouca ação e articulação institucional para fazer cumprir com a demanda de atualização e formação docente trazidas pela lei referida.
A importância desse espaço existir dentro do projeto se dá na urgência de propagar os saberes articulados pela Universidade para além dos seus muros, ou seja, com toda a sociedade que não possui o privilégio de adentrar esses muros, mas produz conhecimento tão importante quanto. Além disso, demarcarmos a essencial ponte que deve existir entre Universidade e escola, o que propicia experiências valiosas para ambos os lados. No entanto, a escola e a Universidade são instituições alicerçadas no âmago do colonialismo, mesmo tendo um amplo debate acerca da descolonização dessas instituições os seus conteúdos, seus métodos e suas estruturas reproduzem tal sistema ao selecionar e auxiliar na manutenção da invisibilização e das falácias acerca de modos de pensar, agir e se relacionar dos grupos marginalizados. Diante da pluralidade de povos e culturas do território brasileiro, o ensino sobre “Temáticas Indígenas” nas escolas e nas Universidades não deveria ser garantido apenas por meio de uma legislação, mas sim pelo histórico violento do país, m que a educação é utilizada a fim de manter privilégios e para esconder partes da História Oficial.

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ETINOMÍDIA

#OCUPAÇÃODETELAS
#PRODUÇÃOORIGINÁRIA
#MOSTRAAUDIOVISUAL
#CINEMA&MÚSICA

o Setor é responsável pela divulgação e distribuição de produtos no formato audiovisual com o objetivo de facilitar o acesso às artes Originárias e compatíveis à perspectiva em pauta. O movimento inicial foi localizar materiais na Internet junto ao Google e o YouTube verificando como os produtos estavam sendo disponibilizados, bem como as formas de possuir acesso ‒ gratuita, assinatura, etc. ‒. A ideia é apresentar os conteúdos de várias formas: como uma sinopse de filme, uma apresentação artística, um evento maior de apresentação de filmes, ou um minicurso sobre iconografia. O Setor Etnomídia se propõe a ser muito dinâmico, dada a característica de possuir o formato de blog, contendo dicas e indicações de vídeos e áudios até uma leitura mais crítica sobre alguma arte.
Alinhado à proposta do Setor Educação, o Etnomídia foca na utilização dessas artes audiovisuais em sala de aula, fortalecendo o cotidiano escolar com base na ideia de cineclub. Esse formato visa levar o cinema para espaços mais democráticos, exibindo-se mostras e filmes isolados com pouca aparelhagem de som e vídeo, procurando alcançar um público que não teria acesso facilitado aos cinemas ou pouca oportunidade do contato com filmes, pensamento dentro da chamada ocupação das telas enunciada, como referido, por Krenak. Compreendemos que levar o cineclub para as escolas utilizando recursos já disponíveis pelas mesmas gera interesse e cria memórias, o que possibilita a inclusão de mais pessoas através de outros sentidos ‒ visual e auditivo/oral, em consonância com a tradição cultural Originária ‒.
Paralelamente à ação de cineclub, o Setor cumpre a função de divulgar conteúdos audiovisuais voltados para a Educação, visibilizando a ampla produção Originária de conteúdos em formato audiovisual e obras cinematográficas. Isso ocorre através da prática de catalogação de obras, artistas e páginas livres, a fim de promover a aproximação do público amplo aos produtores e atores do movimento de articulação das mídias Originárias que existem e dominam as possibilidades de comunicação e tecnologia nesta temporalidade. A ideia, mais uma vez, é a de articular e realizar autonomias pelo ato de “ocupar telas” para apresentação e autoinscrição das existências Originárias.

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PRÓXIMOS ENCONTROS

  • DEFESA DE MESTRADO
    DEFESA DE MESTRADO
    seg., 29 de mai.
    https://meet.google.com/tvm-ujwu-vhn
    29 de mai. de 2023, 10:00 – 12:30
    https://meet.google.com/tvm-ujwu-vhn
    29 de mai. de 2023, 10:00 – 12:30
    https://meet.google.com/tvm-ujwu-vhn
    Banca Examinadora de DEFESA DE MESTRADO de título “(RE)PENSA HUMANIDADE: editorial e arquivo virtual para visibilidade de produções e transmissões Originárias.” Elaborada por Ana Laura de Morais Uba e Barbosa discente do Programa de pós graduação em História pela Universidade Federal de Ouro Preto
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